SED abre portas para um mundo que se lê com as mãos no Dia Nacional do Braille

Mato Grosso do Sul

07.04.2026

Um dia para todos terem a chance de experimentar como é ler e escrever sem enxergar

Criado em 1824 pelo francês Louis Braille - ele próprio era cego desde a infância; o sistema de escrita tátil que leva seu nome nasceu da necessidade de dar autonomia a quem não enxerga.

Então, ele desenvolveu seus pontos em relevo, combinados em 64 possibilidades que abriram o acesso à leitura, à escrita, à música e à matemática para pessoas cegas em todo o mundo.

Hoje, o Braille está presente em embalagens, placas, elevadores, cédulas de dinheiro e materiais educacionais. E segue sendo, para milhões de pessoas, o  caminho mais direto entre o pensamento e a palavras escrita. 

Nesse contexto, neste dia 8 de abril, o CAP-DV (Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual) de Mato Grosso do Sul, transforma a data em uma vivência na exposição: 'Braille: ler com as mãos, compreender com o coração'.

Será uma oportunidade de abrir as portas para que qualquer pessoas experimente, na prática, com é ler e escrever sem enxegar. 

Sentir para compreender

Organizada em estações temáticas, a exposição guiará os visitantes por atividades com a escrita em reglete, um instrumento comporto por uma prancha e uma régua guia para perfurar papeis e criar relevos (pontos), que formam a cela Braille de 6 pontos, permitindo a escrita e leitura.

O percurso ainda apresentará tecnologias assistivas (leitores de tela e audiolivros) para desmontar mitos que cercam a deficiência visual.

A voz de quem faz acontecer

Para o gerente pedagógico do CAP-DV, Eric Douglas Costa Montenegro, o objetivo da ação é que cada visitante tenha a chance de experimentar como é ler e escrever sem enxergar e sair com mais conhecimento e consciência de que a inclusão se faz com gestos e atitudes.  

"Queremos proporcionar experiências que despertem reflexão e empatia para a valorização da acessibilidade," destaca Eric.

Inclusão que se aprende fazendo

Ao final do percurso, um ural interativo vai expor as impressões dos participantes. A ideia reforça que a exposição defende uma sociedade mais acessível com escuta e participação.

O evento contará com textos ampliados, elementos táteis e conteúdo em áudio, acessível para quem visita, desde a entrada.

O CAP-DV/MS no dia a dia 

Por trás da exposição, está o trabalho contínuo do CAP-DV/MS.

Produção de materiais adaptados, formação de professores e atendimento educacional especializado. Cada ação representa, para os educadores do Centro Pedagógico, um passo concreto rumo à educação verdadeiramente inclusiva que a SED tem como compromisso permanente.

 

Gilberto Junior, SED