Projeto que utiliza Inteligência Artificial no ensino da Língua Portuguesa é selecionado para a 32° Feira Internacional de Projetos Científicos

Ciência Jovem

26.10.2026

O projeto LinguIA, que utiliza música e Inteligência Artificial para o ensino de Língua Portuguesa, desenvolvido na Escola Cidadã Integral (ECI) Antônio Francisco Gomes, localizada em Santa Cecília, no Agreste paraibano, foi selecionado para ser apresentado no 32ª edição da Ciência Jovem – Feira Internacional de Trabalhos Científicos. O evento será realizado de 1º a 3 de dezembro de 2026, no Armazém da Criatividade, localizado em Caruaru (PE). A iniciativa vai reunir estudantes de todas as regiões do Brasil e também de países como Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, México, Porto Rico, Turquia e Espanha.

O “LinguIA: Aprendizagem Musical com Inteligência Artificial”, foi desenvolvido pelas estudantes Jamily Milena da Silva, da 2ª série, e Ana Júlia Tomé da Silva, da 1ª série do Ensino Médio, sob orientação do professor de Língua Portuguesa Adriel Silva dos Santos. O objetivo do projeto é integrar música e Inteligência Artificial ao processo de ensino e aprendizagem, estimulando a criatividade, a produção textual, o protagonismo estudantil e o desenvolvimento de competências linguísticas e digitais.

A metodologia adotada consiste em uma pesquisa aplicada, associada a uma intervenção pedagógica realizada com estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio. Inicialmente, foram promovidas oficinas sobre Inteligência Artificial, música e conteúdos de Língua Portuguesa. Em seguida, organizados em grupos, os estudantes produziram letras musicais autorais e utilizaram a plataforma Suno, ferramenta de geração musical por Inteligência Artificial, para transformar suas composições em canções educativas.

Como produto final, as músicas produzidas pelos estudantes serão organizadas em um álbum educativo, que será publicado no YouTube, com o objetivo de ampliar o alcance do projeto e compartilhar os conhecimentos construídos em sala de aula. A pesquisa também contempla registros das atividades, observações e aplicação de questionários, utilizados para analisar a aprendizagem, o envolvimento e a participação dos estudantes ao longo da experiência.

“Foi muito interessante transformar o que aprendemos em letras e depois ouvir as músicas prontas. A Inteligência Artificial ajudou no processo, mas as ideias e a criatividade vieram de nós”, relata a estudante Jamily Milena da Silva.

Para a estudante Ana Júlia Tomé da Silva, da 1ª série do Ensino Médio, participar da Ciência Jovem representa uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e vivenciar novas experiências. “Estou muito feliz por fazer parte desse projeto e ter a oportunidade de representar nossa escola em um evento tão importante. É emocionante saber que uma ideia desenvolvida em sala de aula pode chegar tão longe. Espero aprender muito, conhecer outros projetos e mostrar como a Inteligência Artificial pode contribuir para a educação”, destacou.

Para o professor orientador, Adriel Silva dos Santos, a proposta parte da compreensão de que a música pode contribuir para a assimilação de conteúdos linguísticos, enquanto a Inteligência Artificial oferece novas possibilidades de criação e experimentação no ambiente escolar. “O projeto aproxima os conteúdos de Língua Portuguesa do cotidiano dos estudantes e fortalece a autoria, a colaboração e o uso responsável da tecnologia. Participar da Ciência Jovem é uma oportunidade de valorizar esse aprendizado e compartilhar a experiência com outras escolas”, disse o professor.