Rio Grande do Norte
31.03.2026
O Ministério da Educação (MEC) iniciou a aplicação da Escuta Nacional sobre Formação Continuada, um questionário on-line voltado a professores e diretores da educação básica pública em todo o país. A iniciativa integra o processo de construção da Política Nacional de Formação Continuada dos Profissionais da Educação Básica e busca reunir percepções, demandas e preferências dos educadores sobre suas trajetórias formativas.
A pesquisa é estruturada em um bloco comum e módulos específicos, permitindo captar tanto aspectos gerais quanto particularidades das diferentes funções exercidas nas escolas. As respostas podem ser enviadas até o dia 21 de abril, por meio do portal oficial do MEC, e devem subsidiar decisões estratégicas relacionadas à organização, financiamento e implementação da política nacional.
A formação continuada é considerada um dos pilares para o desenvolvimento profissional dos educadores, influenciando diretamente a qualidade do ensino e o ambiente escolar. O processo envolve não apenas a aquisição de novos conhecimentos, mas também reflexões sobre práticas pedagógicas, construção da identidade docente e aprimoramento das dinâmicas institucionais. Entre os elementos analisados estão os modelos de oferta, os tempos e espaços dedicados à formação, além dos mecanismos de certificação e acompanhamento.
Na prática, essa formação se materializa por meio de cursos, oficinas, seminários e grupos de estudo, realizados em formatos presenciais ou a distância, com a participação de formadores das próprias redes de ensino ou de instituições parceiras, como universidades.
A escuta nacional também dialoga com diagnósticos recentes, como a pesquisa conduzida pela UNESCO entre 2024 e 2025, que analisou a oferta de formação continuada em 23 estados brasileiros. O levantamento identificou tendências em conteúdos, metodologias, duração das atividades e estratégias de avaliação, além de apontar desafios relacionados à organização das políticas formativas.
Com a nova consulta, o MEC pretende aprofundar esse diagnóstico, incorporando a perspectiva dos profissionais que vivenciam o cotidiano escolar. A proposta é que a futura política seja construída a partir das necessidades reais das redes de ensino, fortalecendo o protagonismo dos educadores e garantindo maior aderência das ações formativas às demandas do chão da escola.
No Rio Grande do Norte, a secretária de Estado da Educação, professora Socorro Batista, destacou a importância da participação dos profissionais na iniciativa. Segundo ela, ouvir quem está na escola é essencial para garantir políticas mais eficazes e conectadas à realidade educacional. “Esse processo fortalece o protagonismo dos educadores e contribui para que a formação continuada seja cada vez mais alinhada às necessidades reais das nossas redes”, afirmou.
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