Tocantins
15.05.2026
A professora de Língua Portuguesa Márcia José da Silva, da Escola Estadual Presbiteriana de Colinas do Tocantins, realizou leitura compartilhada do livro O Legado dos Povos Africanos e Indígenas, enviado pela Secretaria da Educação (Seduc), com as turmas de 7º ano do ensino fundamental. O livro faz parte da coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas, distribuída por meio do Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE), desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Seduc. O material engloba livros didáticos, paradidáticos e encartes focados em histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas.
Márcia orientou os estudantes a identificarem e registrarem palavras do texto, originadas das influências africanas e indígenas. E após as leituras, os alunos prepararam roteiros para a produção de pequenos vídeos, utilizando recursos tecnológicos.
Cada produção apresentou características próprias, valorizando a criatividade, o protagonismo e o trabalho em equipe. Os vídeos foram compartilhados com as turmas, promovendo a socialização dos conhecimentos construídos e dos talentos individuais e coletivos.
A estudante Isabella Nunes de Souza, 12 anos, ressaltou que gostou de conhecer a origem das palavras. “Produzir o vídeo contribuiu muito para minha aprendizagem, porque tivemos que fazer pesquisas, ensaiar e gravar e esse processo me ajudou a entender melhor o conteúdo. Além disso, foi uma atividade diferente mim, tornando o aprendizado mais interessante”, contou.
A estudante Yasmim Fidel Rios, 12 anos, também falou sobre suas percepções. “Com esse trabalho, eu entendi melhor sobre a história da Porta do Não Retorno e como milhões de africanos sofreram com a escravização, bem como sobre a cultura e tradições que eles trouxeram para o Brasil. Aprendi sobre resistência, sobre os quilombos, e como a cultura deles está viva até hoje na música, na comida e na religião”, frisou.
Vale salientar que a Porta do Não Retorno é um monumento na cidade de Uidá, na República do Benim, construído no local do embarque dos povos escravisados, que eram enviados para a América.
A estudante Yasmim disse que utilizou a Inteligência Artificial (IA) para organizar as ideias e depois a transformar em vídeo. “Ficou mais fácil de visualizar a história e de apresentar, para os colegas. Eu pesquisei, entendi o conteúdo e montei o roteiro com as minhas palavras, para criar com a IA. Gostei muito de fazer esse trabalho porque saiu do jeito tradicional. O vídeo deixou tudo mais interessante e eu sinto que aprendi de verdade”, frisou.
Edição: Ana Luiza da Silva Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Abrão de Sousa/Governo do Tocantins
Joselia de Lima/Governo do Tocantins