Pará
08.04.2026
O Dia Nacional do Sistema Braille, celebrado nesta quarta-feira, 8, reforça a importância da inclusão das pessoas cegas na sociedade e na educação. A data foi instituída por lei em homenagem a José Álvares de Azevedo, primeiro professor cego do Brasil e responsável por introduzir o sistema no país, além de marcar o nascimento de Louis Braille, criador do método de leitura e escrita.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), assegura o atendimento educacional especializado aos estudantes com deficiência visual, por meio de materiais adaptados e estratégias pedagógicas inclusivas na rede estadual. Como parte dessa política, a Seduc conta com o Instituto Álvares de Azevedo, em Belém. O Instituto tem o nome do primeiro professor cego do Brasil e atua como referência na formação de estudantes, professores e da comunidade no sistema braille.
A coordenadora de Educação Especial da Seduc, Denise Corrêa, destacou o papel das instituições no fortalecimento da inclusão. "No Pará, contamos com o Instituto Álvares de Azevedo, que atua na formação de estudantes, professores e da comunidade no sistema braille. Esse trabalho garante mais autonomia, dignidade e o direito de aprender com igualdade, fundamentais para a inclusão social."
Produzidos pela Coordenadoria de Educação Especial (Coees), os materiais incluem apostilas em braille, recursos em alto relevo, audiodescrição e tecnologias assistivas, elaborados pelos Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAPs), garantindo o acesso ao currículo escolar.
Atualmente, a rede conta com mais de 180 estudantes matriculados no atendimento especializado, além dos usuários da comunidade. Para ter acesso ao serviço, o estudante deve estar matriculado em uma escola da rede estadual e, em seguida, realizar a segunda matrícula no Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE), onde recebe acompanhamento no contraturno.
Nos centros, o ensino segue o currículo pedagógico da rede com as devidas adaptações, além da oferta do currículo funcional, que promove autonomia e independência dos estudantes em diferentes contextos da vida cotidiana. As equipes também realizam assessoramento pedagógico nas escolas regulares, orientando professores e profissionais para garantir acessibilidade e inclusão.
O professor de Língua Portuguesa do instituto, Jarbas Costa, ressaltou o impacto do atendimento na vida dos estudantes. "Mais do que mudar, esse trabalho transforma vidas. Aqui, os estudantes passam a se reconhecer, a entender que não estão sozinhos e a enxergar novas possibilidades por meio da educação. Muitos ampliam suas perspectivas e conseguem avançar, inclusive, para o ensino superior."
Por Ivana Barreto (SEDUC)