Tocantins
10.06.2026
No próximo sábado, 13, o Centro de Ensino Médio Tiradentes, de Palmas, realizará a XV Mostra Científica, e, na ocasião, o destaque são para dois trabalhos que foram selecionados para serem apresentados na XI Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), que será realizada em Joinville, Santa Catarina, no período de 14 a 18 de setembro. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva as escolas e professores a participarem dos eventos de iniciação científica como forma de ampliar as oportunidades para os estudantes.
Os projetos selecionados são: “Ciência ao alcance das mãos: maquete tátil do sistema digestório para a inclusão escolar”, com os alunos Marcus Felipe Santos Barbosa e Samuel Cabral Prado e com a orientação da professora Juliana Girardello Kern e a coorientadora Tatiara de Aguiar Martins Lustosa. O outro projeto denominado “Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino médio: barreiras e possibilidades inclusivas”, com os estudantes Emanuel de Oliveira Barros, Geovana Oliveira Corado e Isadora Borges, com a orientação e coorientação das professoras Juliana e Eliana Neves. Os dois projetos foram construídos durante o Itinerário Formativo de Biologia sem Barreiras.
O projeto Ciência ao alcance das mãos está sendo desenvolvido com o propósito de tornar o ensino de Biologia mais acessível a alunos com deficiência visual, como respostas às dificuldades enfrentadas por esses discentes. Os conteúdos são repassados com a utilização de imagens e esquemas e propõe a construção de um protótipo tátil do sistema digestório humano com materiais de baixo custo e diferentes texturas.
A professora Juliana frisou as observações. “Os resultados parciais revelam avanços na sensibilização da comunidade escolar, no protagonismo estudantil e na criação de soluções pedagógicas inclusivas no contexto da escola pública. Dessa forma, o projeto evidencia que ciência, inovação e compromisso social podem caminhar juntos na construção de uma educação mais humana, acessível e transformadora”, explicou.
O segundo projeto, Transtorno do Espectro Autista no ensino médio, tem o objetivo de compreender os desafios que dificultam a participação e aprendizagem, bem como identificar possibilidades para uma inclusão mais efetiva. Os estudantes fizeram o levantamento bibliográfico, análise documental, observação do contexto escolar, rodas de conversas e escutas dos relatos dos estudantes com TEA.
“Os resultados parciais mostram que, apesar dos avanços legais, o acesso à escola não garante, por si só, pertencimento, participação e aprendizagem significativa. Persistem barreiras relacionadas à comunicação, à socialização, à adaptação das metodologias de ensino e à preparação da escola para acolher as singularidades desses estudantes. Ao mesmo tempo, as ações desenvolvidas no contexto do Itinerário Formativo de Biologia têm contribuído para ampliar a sensibilização da comunidade escolar, fortalecer o debate sobre inclusão e incentivar práticas mais empáticas e acolhedoras. Dessa forma, os estudos reafirmam a importância de uma educação comprometida não apenas com a observância da legislação, mas com o direito real à aprendizagem de todos, sensibilização da comunidade escolar, fortalecer o debate sobre inclusão e incentivar práticas mais empáticas e acolhedoras”, afirmou a professora Juliana.
A estudante Isadora Borges Aguiar faz parte do projeto "Transtorno do Espectro Autista no ensino médio: barreiras e possibilidades inclusivas" e compartilha suas percepções. “Esse projeto surgiu a partir das vivências que tivemos em sala de aula com colegas autistas. Observamos tanto situações de inclusão quanto desafios que ainda existem no ambiente escolar, e isso nos motivou a buscar formas de contribuir para uma educação mais inclusiva”, frisou.
E sobre a apresentação do projeto em outro estado, Isadora fala de suas expectativas. “Como será a minha primeira vez participando da Febic, em Joinville, estou muito ansiosa e feliz com essa oportunidade. Eu espero que seja uma experiência enriquecedora, repleta de novos conhecimentos e aprendizados. Espero conhecer novas pessoas, ouvir diferentes histórias, aprender com outros projetos e voltar para casa com uma visão ainda mais ampla sobre ciência, educação e inclusão. Também espero poder compartilhar tudo o que aprendemos com o nosso projeto”, frisou Isadora.
O estudante Marcus Felipe Santos Barbosa destacou sua experiência adquirida com o desenvolvimento do projeto. “Durante a construção da maquete, aprendi muito sobre a importância da inclusão e de como criar recursos que ajudem a tornar as aulas mais inclusivas para alunos com deficiência visual. Esse trabalho me fez perceber como pequenas adaptações podem fazer uma grande diferença na aprendizagem e na participação de todos os estudantes”, afirmou.
Marcus também expressou as suas expectativas para a apresentação na Febic. “Espero ter a oportunidade de apresentar nosso trabalho, conhecer projetos de outras escolas, trocar experiências com outros estudantes e aprender ainda mais. Também espero que nosso projeto possa mostrar a importância da inclusão e inspirar outras pessoas a desenvolverem iniciativas que tornem a educação mais acessível para todos”, comentou.
Edição: Ana Luiza da Silva Dias/Governo do Tocantins
Revisão Textual: Liliane Oliveira/Governo do Tocantins
Joselia de Lima/Governo do Tocantins